Concurso Cidade Verdade – estudantes criam projetos para o centro de Brasília

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Concurso Cidade Verde premiou as melhores ideias para revitalizar a rodoviária do Plano Piloto. Área seria destinada a atividades culturais e valorização do pedestre.

O concurso Cidade Verde desafiou estudantes de Arquitetura de todo mundo a sonhar uma nova Brasília a partir do coração da cidade: a rodoviária. Os projetos ganhadores redesenharam o centro da cidade com mais espaço para pedestres e atividades culturais para integrar a população no ponto onde moradores de todas as classes e regiões do DF se encontram.

Os primeiros colocados dos concursos foram os estudantes Janaína Kuhn, Alexandre Höllermann, Alessandra Palla e Laura Mottin, do Centro Universitário Univates, de Lajeado (RS). Em segundo lugar ficaram os estudantes do Uniceub Will Farias, Rodrigo Sameshima e Felipe Rodrigues. O terceiro lugar foi para as estudantes do 7º semestre de Arquitetura da UnB Gabriela Advincula, Carolina Almeida e Maíra Guimarães.

Arquitetos indicados pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB (FAU) e pelo Decanato de Extensão (DEX) analisaram o projeto dos estudantes. No total, foram 40 enviados. Os inscritos precisavam cursar Arquitetura em qualquer instituição do mundo e formar equipes com estudantes de qualquer área. A promoção do certame partiu de uma parceria entre DEX, FAU e IAB.

De acordo com ata da comissão julgadora, a escolha dos primeiros colocados foi motivada pelo respeito ao tombamento do centro da cidade em consonância com soluções que respeitavam o espírito do projeto original de Lúcio Costa. "Buscamos preencher espaços vazios do projeto original com espaços de lazer e convivência", afirmou Alexandre Höllermann, da equipe vencedora.

O projeto da equipe gaúcha transforma a plataforma superior da rodoviária em quatro praças arborizadas, com espaço para a passagem de pedestres e espelhos de água para amenizar os efeitos da baixa umidade de Brasília. "A solução iria ainda desafogar a passagem dos carros, já que os dois eixos paralelos ao parque central ficariam em linha reta, e não dando voltas nas praças como é hoje", explica Alexandre.

"Logo abaixo, ampliamos o mezanino da rodoviária para abrigar shopping centers, cinemas e anfiteatros", explica Alexandre. "Como o pé direito da parte inferior é bem alto, a criação desse espaço é possível". Os estacionamentos da plataforma superior passam para o mesmo nível dos ônibus. "Com isso ainda garantimos espaço para o dobro de carros do que havia em cima".

A atenção dos estudantes foi além do transporte individual. Um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) percorreria toda a extensão do eixo monumental a partir da rodoviária. "Para não prejudicar o tombamento, o transporte correria enterrado", conta Alexandre. "Assim a visão dos monumentos de Niemeyer como a Catedral e o Museu Nacional não seria prejudicada".

Veículo Suspenso – Os alunos do Uniceub propuseram uma solução parecida para o transporte na região central: a criação de um veículo suspenso que faria o transporte do Congresso Nacional ao Centro de Convenções. "Buscamos formas de minimizar o fluxo de carros e liberar o espaço para convivência e o trânsito de pedestres", explicou Will. Além disso, ciclovias e calçadas ampliadas correriam paralelamente ao trajeto do veículo. "Haveria opções de transporte até o trabalho tanto de quem mora perto da esplanada e dos setores centrais como que mora longe e não tem condições de ir de bicicleta", explica Will.

A promoção de cultura e cidadania foi o forte do trabalho das estudantes da UnB. Os paredões que agora margeiam o eixo rodoviário seriam substituídos por quatro escolas: de música, de dança e artes cênicas, de artes plásticas e design e de cinema. "A construção das escolas facilitaria a vida dos pedestres, criando espaços de circulação no lugar onde estão os paredões", explicou Carolina. "Além disso, seria uma forma de dar um uso social a espaços que hoje estão ociosos".

Na plataforma superior, as alunas projetaram um parque arborizado integrando os setores adjacentes – hoteleiros e comerciais. "O nosso foco é o pedestre, a vegetação seria aliada a passarelas e calçadas que facilitariam o deslocamento a pé nesses setores", contou Gabriela. "É uma região pequena, mas hoje os obstáculos atrapalham a vida do pedestre. Para chegar a um lugar perto é preciso andar muito", conta Gabriela.

O arquiteto Thiago de Andrade, coordenador cultural do IAB, afirma que o concurso teve um objetivo pedagógico. "Queríamos que os estudantes refletissem sobre como podem contribuir para pensar a cidade", afirma. A cerimônia de premiação ocorreu no sábado (4).

(Portal UnB)

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